Trayenta® | Boehringer Ingelheim

Visão Geral

Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é um desequilíbrio da homeostase da glicose caracterizado por hiperglicemia persistente, função comprometida das células β e resistência à insulina1.

É uma grande causa de morbidade e mortalidade e está associado a enormes custos de saúde2.

Geralmente o tratamento preconizado caracteriza-se por mudanças no estilo de vida, dieta equilibrada e uso de antidiabéticos1.

O diabetes é uma das principais causas de doença renal crônica em países em desenvolvimento3. Trayenta® é indicado para um amplo perfil de pacientes, para pacientes com a função renal prejudicada, idosos, baixo IMC ou polimedicados, sem ajuste de dose e com baixo potencial de interação medicamentosa4.

TRAYENTA® é indicado para o tratamento do diabetes mellitus do tipo 2 (DM2), para melhorar o controle glicêmico em conjunto com dieta e exercícios. Pode ser utilizado como monoterapia ou em associação a metformina, sulfonilureias, tiazolidinedionas, insulina (com ou sem metformina), metformina mais sulfonilureias ou metformina mais inibidores de SGLT-24.

Dosagem e comodidade posológica

O comprimido de TRAYENTA® deve ser ingerido por via oral, com ou sem alimentos. A dose recomendada é 1 comprimido de 5 mg uma vez ao dia, a qualquer hora do dia. O comprimido deve ser administrado com ou sem alimentos, engolido inteiro com água. Não deve ser partido ou mastigado4.

Em relação à comodidade posológica, a posologia de TRAYENTA® é simples, um comprimido de 5mg, uma vez ao dia e sem ajuste de dose, independente da função hepática e renal do paciente1.

Indicação

Indicado para o tratamento do diabetes mellitus do tipo 2 (DM2), para melhorar o controle glicêmico em conjunto com dieta e exercícios. Pode ser utilizado como monoterapia ou em associação a metformina, sulfonilureias, tiazolidinedionas, insulina (com ou sem metformina), metformina mais sulfonilureias ou metformina mais inibidores de SGLT-21.

Contraindicações

TRAYENTA® é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à linagliptina ou aos excipientes da fórmula1.

TRAYENTA® não deve ser usado em pacientes com diabetes mellitus do tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética1.

Reações Adversas

Importante: Hipoglicemia (quando usada em combinação com metformina e sulfonilureia), lipase aumentada e aumento de peso (quando usada em combinação com pioglitazona)1.

Raro: Angioedema, urticária, ulceração da boca, penfigoide bolhoso1.

Mecanismo de ação

Eficácia e Segurança

Efeito sobre a HbA1c

Para a comprovação de eficácia de TRAYENTA®, alguns estudos com diversos comparadores foram realizados.

Diversos estudos comprovaram a eficácia e segurança de TRAYENTA®2-5

TRAYENTA® em monoterapia

Para TRAYENTA® (linagliptina) em monoterapia foi realizado em estudo duplo cego, com duração de 24 semanas. A linagliptina mostrou redução de 0,69% de HbA1c vs. placebo, em pacientes com HbA1c basal de aproximadamente 8%. A melhora da HbA1c não foi afetada por sexo, idade, IMC, presença de síndrome metabólica ou HOMA-IR2.

TRAYENTA® vs. metformina

Em estudo de 24 semanas, realizado com TRAYENTA® e metformina em pacientes virgens de tratamento e recém diagnosticados com hiperglicemia acentuada, a linagliptina mostrou redução significativa da HbA1c de 2,02% em monoterapia e de 2,8% em associação com metformina3.

TRAYENTA® em pacientes com disfunção renal grave

Em estudo de eficácia realizado em população com DM2 e disfunção renal grave, foi observado a redução da glicada de 0,50% em pacientes em uso de linagliptina quando comparados a pacientes com placebo4.

TRAYENTA® em pacientes idosos

Estudo eficácia e segurança da linagliptina em pacientes idosos ( ≥ 70 anos) duplo cego, fase 3, realizado em 24 semanas mostrou a redução da HbA1c em 0,64% em pacientes com a HbA1c basal de 7%5.

Estudo CARMELINA

Em 2018 foi publicado o estudo CARMELINA (CArdiovascular safety and Renal Microvascular outcomE with LINAgliptin), que analisou o efeito da linagliptina comparada ao placebo sobre o risco de eventos cardiovasculares em pacientes com DM2 e alto risco cardiorrenal. Os pacientes incluídos nesse estudo eram adultos com DM2, com HbA1c entre 6,5% e 10% e com alto risco de doença cardiovascular (CV) e renal. Foram randomizados 6979 pacientes com idade média de 65,9 anos, taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), 54mL/min/1,73 m²; 80,1% com UACR >30 mg/g), para o grupo que recebeu linagliptina 5mg 1x dia foram randomizados n=3494 pacientes e para o grupo placebo n=34856.

Desfecho Primário: O desfecho primário era composto pelo 3P-MACE (Infarto do miocárdio não fatal, AVC não fatal ou morte cardiovascular) e o resultado atingido com a linagliptina foi de não inferioridade vs o placebo6.

Desfecho Secundário: O desfecho secundário composto renal não apresentou aumento de risco para morte renal, progressão para doença renal em estágio final ou redução sustentada da TFGe maior que 40%6.

Desfecho Exploratórios: Os desfechos exploratórios microvasculares renais e oculares ocorreram com menor frequência nos pacientes em uso de linagliptina6.

Os desfechos exploratórios cardiovasculares não apresentaram risco aumentado de hospitalização por insuficiência cardíaca ou outros resultados relacionados à insuficiência cardíaca6.

Estudo CAROLINA

O estudo CAROLINA (CARdiovascular Outcome study of LINAgliptin versus Glimepirida) foi o primeiro estudo de segurança CV a ter um comparador ativo. Foi comparada a adição de um inibidor da DPP-4(a linagliptina) com uma sulfonilureia de terceira geração), à terapia padrão em pacientes com DM2 e alto risco CV.

Foram incluídos 6.033 pacientes com DM2 de início relativamente recente (sendo que 42% tinham doença CV preexistente) e que foram randomizados para linagliptina 5mg ao dia (n = 3023) ou glimepirida 1mg a 4mg ao dia (n = 3010), em um seguimento médio de 6,3 anos7.

Desfecho primário:Não houve diferença no desfecho primário de três pontos (MACE) entre a linagliptina e a glimepirida (11,8% vs. 12,0%, p = 0,76), nem para os desfechos secundários, como a hospitalização por insuficiência cardíaca (3,7% vs. 3,1%, p = 0,17). No entanto, apesar de os dois grupos terem demonstrado controle glicêmico similar ao final do estudo, os participantes do grupo da linagliptina tiveram uma redução de 77% na incidência de hipoglicemia geral comparativamente ao grupo da glimepirida (p < 0,0001)7.

O TRAYENTA® é um antidiabético oral (ADO) da classe dos inibidores da enzima dipeptidil peptidase 4. Essa enzima está envolvida na inativação dos hormônios incretinicos GLP-1 e o GIP. Esses hormônios são secretados durante todo o dia em concentrações basais e em maiores níveis após a ingestão de alimentos. O GLP-1 e o GIP aumentam a secreção de insulina de maneira dependente da glicose pelas células beta do pâncreas e reduzem a secreção de glucagon pelas células alfa pancreática1.

A linagliptina se liga de forma seletiva à DPP4 (seletividade >10.000x vs. outras enzimas como DPP8 e DPP9) e reversível, dessa forma leva a um prolongamento dos níveis de incretina ativa. A linagliptina aumenta a secreção de insulina e reduz a secreção de glucagon dependente de glicose, levando a uma melhora global na homeostase glicêmica1.

Interações medicamentosas

A linagliptina é um competidor fraco e um inibidor baseado no mecanismo da isozima CYP3A4 com potência fraca a moderada, mas não inibe outras isozimas CYP. Esse fármaco não é um indutor de isozimas CYP.

A linagliptina é um substrato da glicoproteína P (P-gp) e inibe com baixa potência o transporte de digoxina mediado pela glicoproteína P. Com base nesses resultados e nos estudos de interação medicamentosa in vivo, considera-se que a linagliptina tem pouca probabilidade de causar interações com outros substratos da P-gp1.

Armazenamento e Validade

Manter em temperatura ambiente (15 °C a 30 °C)4.

O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação4.

Referências: